Boite: Moonrise Kingdom

Neste mês comecei a participar do portal Boite du Film, do meu amigo, também cinéfilo e cineasta, Matheus! Semanalmente irei escrever sobre os filmes lançados nas locadoras, na coluna “Chegou”.  No Boite há espaço para os lançamentos do cinema, curtas-metragens, musicais, diretores,  séries de TV, HQs… enfim, tudo o que envolve o universo cinematográfico — pelo qual a gente é apaixonado! –, em críticas muito bem escritas.

Vou reproduzir minhas resenhas aqui, mas não deixem de visitar o site! :)

Ready, set, go!

Hoje é dia de:

Moonrise Kingdom

O longa não recebeu a atenção merecida em seu lançamento nos cinemas, nem pelo público, nem pela crítica. Conquistou apenas uma indicação no Oscar – de Melhor Roteiro Original –, em compensação liderou com cinco categorias no Spirit Awards — a maior premiação americana ao cinema independente — e foi abertura do Festival de Cannes no ano passado.

Não dá mesmo para entender como “Moonrise Kingdom” pôde ser deixado de lado na maior premiação americana. Ele possui todos os elementos que fazem de um filme uma obra de arte: roteiro inteligente e autêntico (de Wes Anderson e Roman Coppola), trilha sonora encantadora, fotografia e arte impecáveis e um elenco de fazer cair o queixo.

No que diz respeito à trilha, sua construção foi inspirada nas composições de Benjamin Britten — conhecido por obras infantis – e, ainda, traz uma mistura de músicas americanas, francesa, alemã, indo do country à instrumental clássica. Logo na primeira sequência nos é apresentado o tema principal, onírico e delicado, “The Heroic Weather-Conditions of the Universe” (de Alexandre Desplat), composto por diversos instrumentos, que nos são descritos simultaneamente através de uma narração. Fantástico.

Acompanhada pelo arranjo instrumental, o que nos chama maior atenção é a fotografia, composta por travellings, que nos levam de um lado a outro na casa da protagonista (Suzy), como se esse ambiente fosse também um personagem, o qual contemplamos através de movimentos suaves. Elementos que também se destacam na foto é o tom amarelado remetendo a algo nostálgico e bucólico. Além disso a composição dos planos é minuciosa e pensada em toda a sua profundidade de campo, fazendo, assim, combinações de ações dos personagens em 1o, 2o e último plano. Muitas vezes a concepção nos lembra quadros surrealistas de Magritte, principalmente nos que estão a personagem Suzy observando através de seus binóculos. Esse objeto, aliás, acaba caracterizando o olhar dela, por exemplo, nos planos subjetivos – do seu próprio ponto de vista –, pois prontamente identificamos quem está olhando através do apetrecho.

Imagem

Toda a estética do filme  é estilizada e coerente com outros filmes do diretor Wes Anderson, “Os Excêntricos Tenenbaums” (2001), “Viagem a Darjeeling” (2007) e “Fantástico Sr. Raposo” (2009). Fora esses, poderia citar vários longas que se assemelham à “Moonrise Kingdom”, desta vez do ponto de vista temático, todos eles

muito bem construídos: “Guerra dos Botões” (1962), “Idade da Inocência” (1976), “Vermelho como o Céu” (2006), “Onde Vivem os Monstros” (2009) e “Infância Clandestina” (2011).

Eles, assim como “Moonrise Kingdom”, são representados através do olhar infantil, mas ao invés de serem simplesmente filmes para crianças, tratam de aspectos profundos que envolvem a inocência, a imaginação e o amadurecimento que surte através das necessidades e dificuldades encontradas nessa fase. Por isso costuma-se dizer que “Moonrise Kingdom” é, de fato, um filme sobre crianças feito para adultos.

O longa, ambientado na década de 60 em uma ilha na Nova Inglaterra, gira em torno de um casal de crianças de 12 anos. Ele, Sam Shakusky (Jared Gilman), um escoteiro órfão e revoltado. Ela, Suzy Bishop (Kara Hayward), filha primogênita e excêntrica de uma casal em crise (Bill Murray e Frances McDormand). Ambos revoltados com suas situações, apaixonam-se e resolvem fugir juntos.

Dizer que esse filme se trata meramente de uma comédia romântica pode soar um tanto reducionista, pois geralmente esse gênero está ligado a filmes não muito profundos. Por isso, mais do que uma comédia romântica, o longa pode ser considerado um drama que aborda os conflitos internos dos pré-adolescentes — construídos de forma complexa — e, apesar disso, ao mesmo tempo transparece uma leveza e sinceridade que seduzem o espectador.

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Como não poderia deixar de ser, o filme carrega uma atmosfera vintage bastante cativante em sua direção de arte, hipster feelings! Por se passar no ano de 1965, a protagonista, Suzy, possui um figurino à la Twiggy – vestidos delicados, porém curtos, com certa rebeldia, ou casaco sobretudo e boina –, o que se estende também à maquiagem, forte e colorida, com os olhos bem marcados. Ao passo que Sam, ao longo de tudo o filme usa sua roupa de escoteiro e seu objeto característico: o chapéu de guaxinim, ícone nos anos 60, por causa do personagem Davy Crockett, um herói nacionalista da série “Disneyland”, popular entre as crianças. Na composição, tanto dos cenários quanto dos figurinos, há sempre um elemento amarelo na plano, o que conecta uma imagem à outra do filme, dando a ele uma unidade estética.

No que diz respeito às interpretações, todo o elenco (que ainda inclui Bruce Willis (!) e Edward Norton) agregou ao filme o peso e sensibilidade necessários. Em equilíbrio com toda a obra.

Sinestésico, poético, engraçado, puro, emotivo, hipnotizante, “Moonrise Kingdom” é capaz de nos causar sensações diversas. Resumindo, não ouse deixar de ver! :)

Vitória

Lollapédia — dia 3

O terceiro e último dia do festival Lollapalooza acontecerá no domingo de Páscoa (31)! Infelizmente não vou (#classemediasofre), mas não poderia deixar de montar uma programação hipotética.

Foals 

Palco Butantã (15h15 – 16h15)

Gênero: Indie rock/ Math rock

Componentes (5): Yannis Philippakis (vocais, guitarra), Jimmy Smith (guitarra), Jack Bevan (bateria), Edwin Congreave (teclados, voz de apoio), Walter Gervers (baixo, voz de apoio).

Origem: Inglaterra

Álbum mais recente: “Holy Fire” (2013)

Comparada às bandas: Trophy Wife, Peace, The Maccabees, Bombay Bicycle Club, Everything Everything, Bloc Party.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

Foals lançou seu álbum de estreia, “Antidotes”, em 24 de março de 2008 no Reino Unido e  8 de abril nos Estados Unidos. Ele foi um sucesso comercial na Grã Bretanha, alcançando o terceiro lugar nas paradas de sucesso. Ao passo que obteve menor prestigio em outros países, sendo ouvido no Japão, França e Holanda.

Apesar do som dance-punk, a banda mostra influência de math rock, Techno, post-rock e minimalismo, Atualmente o grupo está em turnê com a Red Hot Chilli Peppers. Em quase um ano, eles percorreram alguns países da Europa, América Central, América do Sul (incluindo o Brasil, em um show para pouco mais de 30 mil pessoas na Arena Anhembi, em São Paulo) e estão excursionando mais uma vez pela Europa.

Kaiser Chiefs

Palco Butantã (17h15 – 18h15)

Gênero: Indie rock/ rock alternativo

Componentes (5): Ricky Wilson (vocais, percussão), Andrew “Whitey White (guitarra, voz de apoio), Simon Rix (baixo, voz de apoio), Nick “Peanut” Baines (teclados, voz de apoio, percussão), Vijay Mistry (bateria, percussão)

Álbum mais recente: “Start the Revolution Without Me” (2012)

Comparada às bandas: Franz Ferdinand, Kasabian, The Fratellis, Klaxons, The Hives, Razorlight.

V’s: vzinhovzinhovzinho

A banda tem esse nome por causa do time de futebol South African Kaizer Chief Football Club, sim, eles gostam do esporte!

Têm como principais influências musicais The Beatles, The Beach Boys, The Kinks, Blur, Eric Burdon, The Jam, e outras bandas New Wave.

Seu marcante e enérgico som de guitarra, que mais tarde receberia o nome de “indie”, rapidamente encontrou espaço no circuito de shows locais.

O quinteto alcançou o sucesso em 2004 com os singles “Oh My God” e “I Predictes a Riot”, que viraram hits nas pistas de dança indie de todo o mundo. Algumas de suas outras canções conhecidas são “Everyday I Love You Less and Less”, “Modern Way” e “Ruby”.

The Hives

Palco Cidade Jardim (18h15 – 19h15)

Gênero: Indie rock/ Garage rock

Componentes (5): Pelle Almqvist (vocais), Niklas Almqvist (guitarra), Mikael Karlsson Åström (guitarra), Mattias Bernvall (baixo), Christian Grahn (bateria).

Origem: Suécia

Álbum mais recente: “Lex Hives” (2012)

Comparada às bandas: The Fratellis, Kaiser Chiefs, The Vines, Wolfmother, Eagles of Death Metal, The Subways.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

Sua estreia em 1997, com “Barely Legal”, foi uma disparada através da comunidade punk como uma locomotiva em fuga. Com um pouco mais de sabedoria, em 2000, veio “Veni Vidi Vicious”, os elevando à categoria de nova banda favorita do Reino Unido. Depois dos dois álbuns. O The Hives volta com “Tyrannosaurus Hives” de 2004 e, em 2007, eles lançam seu quarto disco de estúdio, “The Black and White Album”, sendo que a primeira música de trabalho “Tick Tick Boom” é rapidamente transformada em hit.

A banda é também conhecida por suas enérgicas atuações ao vivo, com Pelle correndo pelo palco e dizendo coisas absurdas, e com todos rigorosamente vestidos de preto e branco.

 

Hot Chip 

Palco Alternativo (19h15 – 20h30)

Gênero: Eletro/ Indie/ Eletropop

Componentes (5): Alexis Taylor (vocais, sintetizador, guitarra, percussão, piano), Joe Goddard (vocais, sintetizador, percussão), Owen Clarke (guitarra, baixo, sintetizador, percussão), Al Doyle (guitarra, voz de apoio, sintetizador, percussão, baixo), Feliz Martin (bateria, sintetizador).

Origem: Inglaterra

Álbum mais recente: “In Our Heads” (2012)

Comparada às bandas: LCD Soundsystem, The 2 Bears, Cut Copy, Metronomy, Yeasayer, Django Django.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

 Participante massiva de festivais, a banda tem em seus currículo aparições nos festivais Glastonbury, Sônar (na Espanha), Big Day Out (na Austrália) e Lollapalooza (Chicago). Em 2006, lançaram dois singles, “Over and Over” e “And I Was a Boy From School”, que ficaram muito bem poisicionados em diversos rankings musicais. O álbum “The Warning” foi elogiado pela crítica e pelo público, sendo que a canção de abertura do trabalho foi eleito o melhor single de 2006 pela revista britânica NME.

O primeiro álbum do quinteto foi lançado pelo selo indie Moshi Moshi Records. Agora a banda é contratada da DFA Records, capitaneada por James Murphy, líder do LDC Soundsystem. Em 2009, o gurpo foi indicado para o prêmio Grammy de melhor gravação de dance music, pela música “Ready For the Floor”, do álbum “Made In the Dark”.

A combinação da voz aguda e volátil de Taylor com os graves de Goddard, junto às batidas eletrônicas da banda cria um som onírico e viciante.

Pearl Jam 

Palco Cidade Jardim (20h45 – 23h)

Gênero: Rock alternativo

Componentes (5): Eddie Vedder (vocal, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra rítmica), Mike McCready (guitarra solo), Matt Cameron (bateria).

Origem: Estados Unidos (Seattle, Washington)

Álbum mais recente: “Pearl Jam Twenty” (2011)

Comparada a: Eddie Vedder, Mother Love Bone, Temple of the Dog, Soundgarden, Alice in Chains, Brad.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinhovzinho

Pearl Jam invadiu o cenário com seu álbum de estreia, Ten. Uma das bandas-chave do movimento grunge no início de 1990, o grupo foi criticado no início, mais notavelmente pelo idealizador do Nirvana, Kurt Cobain, como sendo aproveitadores da explosão do rock alternativo. No entanto, ao longo da carreira da banda seus membros se tornaram conhecidos por sua recusa em aderir às práticas tradicionais da indústria da música. Em 2006, a Rolling Stone descreveu a banda como tendo “passado a maior parte da década anterior deliberadamente acabando com sua própria fama.”

Pearl Jam já vendeu 30 milhões de discos nos EUA, e aproximadamente 60 milhões de álbuns em todo o mundo. O quinteto sobreviveu a muitos de seus contemporâneos a partir da descoberta de rock alternativo dos anos 90 e é considerada uma das bandas mais influentes da década.

A Allmusic a descreveu como “a banda de Rock `n Roll americana mais popular dos anos 90”.

Outras atrações interessantes

Wannabe Jalva 

Palco Alternativo (13h15 – 14h15)

Vivendo do Ócio 

Palco Butantã (13h15 – 14h15)

Lirinha + Eddie 

Palco Cidade Jardim (14h15 – 15h15)

Felguk 

Palco Perry (16h45 – 18h)

Major Lazer 

Palco Perry (19h45 – 21h)

Kaskade 

Palco Perry (21h30 – 23h)

Muito coelhinho, chocolate e Rock ‘n Roll!

Vitória

Lollapédia – dia 2

Dando continuidade à série de posts sobre o festival Lollapalooza, hoje falarei sobre algumas bandas que se apresentarão no sábado (30)!

Toro Y Moi

Palco Cidade Jardim (14h30 – 15h30)

Gênero: Eletrônico/ Indie pop

Componentes: Chazwick Bradley Bundick

Origem: Estados Unidos (Columbia, Carolina do Sul))

Álbum mais recente: “Anything in Return” (2013)

Comparado a: The Heist and the Accomplice, Gremlins.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

Chaz Bundick (conhecido como Toro Y Moi) aproximou-se da música indie na faculdade e sua música foi influenciada por gêneros como synthpop, chillwave e funk e, em seguida (2010), lançou o álbum “Causers of This”.

Seus métodos estão em constante evolução, e desde sempre Chaz esteve em contato com boa música — dos estilos Freak folk, R&B e French house — através da coleção de discos de vinil e fitas K7 de seus pais. Ao passo que suas maiores referências na atualidade são Animal Collective, Sonic Youth, J Dilla e Daft Punk.

Gary Clark Jr.

Palco Alternativo (15h30 – 16h30)

Gênero: Rock/ Blues/ Soul

Componentes (6): Gary Clarck Jr., Johnny Bradley, Zapata!, J.J. Johnson, Chris Layton, Johnny Radelat.

Origem: Estados Unidos (Austin, Texas)

Álbum mais recente: “Blak and Blu” (2012)

Comparado a: Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

Gary afirmou que suas influencias vêm do “Blues, Jazz, Soul Country, assim como do Hip Hop”. O cantor, compositor e guitarrista tem como marca um som de guitarra bastante exacerbado e o vocal suave, resultando em músicas que são verdadeiras viagens psicodélicas, comoventes e encantadoras.

Ao longo de sua carreira, teve como mentor diversos guitarristas talentosos e mundialmente conhecidos, como Jimmie Vaughan. Facilitando sua constante ascensão da comunidade de Austin (Texas), sua terra natal, para o mundo.

Em outubro de 2011, Garry Clark foi responsável pela abertura do show de Eric Clapton no estádio do Morumbi (em São Paulo), tendo sido bastante aclamado pelo público.

Seu EP The Bright Lights ficou em 40º colocado em uma lista da revista Rolling Stone dos 50 melhores álbuns de 2011.

Two Door Cinema Club

Palco Cidade Jardim (16h30 – 17h30)

Gênero: Indie rock/ Electropop

Componentes (3): Alex Trimble (vocais, guitarra), Kevin Baird (vocais, baixo), Sam Halliday (vocais, guitarra), Benjamin Thompson (baterista).

Origem: Irlanda

Álbum mais recente: “Beacon” (2012)

Comparada às bandas: The Wombats, Bombay Bycicle Club, Passion Pit, Foster the Peolple, Phoenix, Foals.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

O nome da banda veio depois de Sam (guitarrista da banda) tem pronunciado errado o nome do cinema local, “Tudor Cinema”.

Após lançarem a canção “Something Good Can Work” na internet, em 2009, a banda assinou com a gravadora francesa Kitsuné Music. Eles então lançaram o seu álbum de estréia, “Tourist History”, em 2010, que ganhou o Choice Music Prize de “Álbum Irlandês do Ano”.

Agora a banda se prepara para o lançamento de se terceiro álbum, já com o single “Sleep Alone” nas paradas de sucesso.

A banda foi destaque na votação do “Melhor Som de 2010” pelo canal BBC, que foi decidida por 165 britânicos “formadores de opinião”.

Alabama Shakes

Palco Alternativo (17h30 – 18h30)

Gênero: Southern rock/ Blues/ Soul

Componentes (4): Brittany Howard (vocais, guitarra), Heath Fogg (guitarra), Zac Cockrell (baixo), Steve Johnson (bateria).

Origem: Estados Unidos (Athens, Alabama)

Álbum mais recente: “Boys & Girls” (2012)

Comparada a: The Lumineers, Gary Clark Jr., The Head and The Heart, Jack White, The Black Keys, Edward Sharp & The Magnetic Zeros.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

A banda originou-se quando a vocalista Brittany Howard aproximou-se do baixista Zac Cockrell durante uma aula de Ensino Médio, em Atenas, Alabama, e os dois começaram a se reunir depois da escola para escrever canções.

O quarteto chamou atenção da mídia depois de lançar um EP de quatro canções em setembro de 2011 e, dois meses depois, as gravadoras Rough Trade Records, do Reino Unido, e ATO Records, dos Estados Unidos, assinou contrato com a banda.

Sua canção “Always Alright” faz parte da trilha sonora do filme “O Lado Bom da Vida” (2012).

Franz Ferdinand

Palco Butantã (17h30 – 18h45)

Gênero: Rock alternativo/ Indie rock

Componentes (4): Alex Kapranos (vocais, guitarra), Nick McCarthy (guitarra, vocal de apoio), Bob Hardy (baixo), Paul Thopson (bateria, vocal de apoio).

Origem: Escócia

Álbum mais recente: “Tonight: Franz Ferdinand” (2009)

Comparada às bandas: Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys, Kasabian, The Strokes, The Last Shadow Puppets, The Fratellis.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinho

A banda recebeu esse nome por causa do Arquiduque Franz Ferdinand, cujo assassinato foi um dos principais motivos para o início da Primeira Guerra Mundial.

A primeira experiência da banda nas paradas de sucesso foi quando seu segundo single, “Take Me Out” alcançou o 3o lugar no Reino Unido, em xxx, seguido pelo seu álbum de estreia, que também alcançou o 3o lugar entre os mais ouvidos nesse ao.

O quarteto é inspirado principalmente pela banda Talking Heads e outros grupos de Alt-rock dos anos 80, sem deixar de lado a pegada e ritmos dançantes do Indie rock dos anos 2000. Franz Ferdinand foi considerada uma das grandes revelações da cena musical em 2004, ganhando o prêmio britânico Mercury Music Prize e dois BRIT Awards, em 2005, de Melhor Grupo Britânico e Melhor Artista de Rock Britânico.

A revista britânica NME (New Musical Express) premiou a Franz Ferdinand como o Melhor Álbum de 2005, no qual três canções estiveram entre as Top-10 daquele ano – “Take Me Out”, “The Dark of the Matinée” e “This Fire”. Além disso, a banda já recebeu diversas indicações ao Grammy.

Queens of The Stone Age

Palco Cidade Jardim (18h45 – 20h)

Gênero: Rock alternativo/ Stoner rock

Componentes (6): Josh Homme (vocal, guitarra, baixo), Troy Van Leeuwen (guitarra, baixo, lap steel), Dave Grohl (bateria), Michael Shuman (baixo), Joey Castillo (bateria), Dean Fertita (teclado).

Origem: Estados Unidos (Palm Desert, Califórnia)

Álbum mais recente: “… Like Clockwork” (2013)

Comparada às bandas: Them Crooked Vultures, Desert Sessions, Eagles of Death Metal, Kyuss, Mondo Generator, Foo Fighters.

V’s: vzinhovzinhovzinho

A banda desenvolveu um estilo orientado por riffs (repetições) e acordes pesados, cujo seu idealizador, fundador e vocalista Josh Homme descreveu como “robot rock”, dizendo que ele “queria criar um som pesado baseado em sólidas improvisações, apenas para que fosse fixando em suas mentes”. Desde então, o som de QOTSA evoluiu para incorporar uma variedade de diferentes estilos e influências.

The Black Keys

Palco Cidade Jardim (21h30 – 23h)

Gênero: Blues rock, Indie rock

Componentes (2): Dan Auerbach (vocal, guitarra), Patrick Carney (bateria).

Origem: Estados Unidos (Akron, Ohio)

Álbum mais recente: “El Camino” (2011)

Comparada às bandas: Blakroc, The White Stripes, The Raconteurs, Radio Moscow,  The Dead Weather.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinhovzinho

Uma dos aspectos marcantes da banda é sua preferência por técnicas simples e lo-fi. A dupla recusa-se a gravar em grandes estúdios e a maioria das gravações, produção e mixagem é feita por eles mesmos. Grande parte do segundo álbum da banda, “Thickfreakness”, foi gravada em aproximadamente 14 horas, utilizando-se apenas um gravador Tascam dos anos 80.

Por isso, frequente, suas capturas de som possui ainda alguns barulhos ambientes e até um grito de coruja!
The Black Keys vem conseguindo aumentar seu reconhecimento em meio à crítica desde seu álbum de estreia, “The Big Come Up” (de 2002), o qual desde início recebeu elogios da revista Rolling Stones. Além disso, a revista Time os colocou entre um dos “10 Melhores shows de 2003” (atrás de OutKast e The White Stripes).

Outras atrações interessantes

Graforréia Xilarmônica

Palco Butantã (13h30 – 14h30)

Tomahawk

Palco Butantã (15h30 – 16h30)

Zeds Dead

Palco Perry (17h – 18h15)

Nas

Palco Perry (18h30 — 19h30)

Madeon

Palco Perry (20h – 21h)

A Perfect Circle

Palco Butantã (20h – 21h30)

Criolo

Palco Alternativo (20h15 – 21h30)

Até amanhã!

Vitória

Lollapédia — dia 1

Falta menos de uma semana para a segunda edição do Lollapalooza. Desta vez o festival terá um dia a mais que o anterior, que teve dois dias, e está mais diversificado.

Como há muitos shows e é impossível assistir a todos, o site do festival disponibilizou um aplicativo para cada pessoa personalizar a sua programação de acordo com o que ver em cada dia de atrações (29, 30 e 31 de março). No ano passado fui meio desleixada, mas desta vez resolvi montar um programinha e ler sobre as bandas, até porque assim já vou entrando no clima do Lolla! o/

Hoje vou falar das bandas que escolhi para o dia 29 (6a feira) e de outras que gostaria de ir nesse dia, mas que né, não dá!

Of Monsters and Men

Palco Butantã (15h15 – 16h15)

Gênero: Indie Rock/ Folk

Componentes (6): Nanna Bryndís (voz e guitarra), “Raggi” (voz e guitarra), Brynjar Leifsson (guitarra), Arnar Hilmarsson (bateria), Árni Guðjónsson (piano e teclados), Kristján Páll (baixo).

Origem: Islândia

Álbum mais recente: “My Head Is an Animal” (2011)

Comparada às bandas: Arcade Fire, The Lumineers e Edward Sharpe and the Magnetic Zeros.

V’s: vzinho vzinhovzinhovzinho

Tendo sido formada em 2010, a banda, graças à internet, alcançou rápido sucesso com suas canções doces.

O single “Little Talks”, do disco “My Head Is an Animal” (2011) conquistou excelentes posições nas paradas de vários países, entrando no top 20 de mercados concorridos como o norte-americano e o britânico. Em 2013, o grupo ganhou o European Border Breakers Awards, prêmio europeu destinado a bandas que alcançaram a fama internacional com apenas um disco.

The Temper Trap

Palco Cidade Jardim (16h15 – 17h15)

Gênero: Rock alternativo

Componentes (4): Dougy Mandagi (vocal e violão), Jonathon Aherne (baixo), Lorenzo Sillitto (guitarra, teclados), Toby Dundas (bateria).

Origem: Austrália

Álbum mais recente: “The Temper Trap” (2012)

Comparada às bandas: Radiohead, U2, Prince e Massive Attack.

V’s: vzinhovzinhovzinho
A banda possui apenas dois álbuns, o primeiro (“Conditions”), de 2009, lançou hits como “Love Lost” e “Sweet Disposition”, este último integrou a trilha sonora do filme “500 Dias com Ela” e tornou-se internacionalmente conhecido, alcançando o Top 20 de vários países.

CAKE

Palco Butantã (17h15 – 18h30)

Gênero: Rock alternativo

Componentes (5): John McCrea (voz, violão, órgão, vibraslap), Vince DiFiore (trompete, teclados, percussão), Xan McCurdy (guitarra), Gabriel Nelson (baixo), Paulo Baldi (bateria).

Origem: Estados Unidos (Sacramento, Califórnia)

Álbum mais recente: “Showroom of Compassion” (2011)

Comparada às bandas: Talking Heads, They Might Be Giants, The Cars e Camper Van Beethoven.

V’s: vzinhovzinhovzinho

Com nove singles entre as melhores músicas alternativas listadas pela revista Billboard entre 1993 e 2011, a banda, de fato, busca misturar múltiplos estilos  e ritmos em suas canções, como pop, jazz, rap, country e funk.

Há em seus álbuns diversos covers, como “Mahna Mahna” (de Piero Umiliani), “Never Never Gonna Give You Up” (Barry White), “I Will Survive” (Gloria Gaynor) e “War Pigs” (Black Sabbath).

The Flaming Lips

Palco Cidade Jardim (18h30 – 20h)

Gênero: Rock alternativo

Componentes (5): Wayne Coyne (voz, guitarra, teclado), Steven Drozd (vocal de apoio, teclado, guitarra), Michael Ivins (baixo elétrico), Kliph Sculock (bateria, percussão), Derek Brown (guitarra, vocal de apoio).

Origem: Estados Unidos (Oklahoma)

Álbum mais recente: The Terror (2013)

Comparada às bandas: The White Stripes, Beck Steve Burns & The Struggle, Peaches, Tame Impala, MGMT, Neon Indian, Stardeath and White Dwarfs, Mercury Rev.

V’s: vzinhovzinhovzinho

São conhecidos por seus arranjos complexos e exuberantes, letras oníricas e títulos bizarros. São aclamados também pela elaboração surreal de seus shows, nos quais costumavam usar fantasias de animais, marionetes, bandeiras, vídeo-projeções e iluminação elaborada e psicodélica.

Em 2002, a Q Magazine os nomeou uma das “50 Bandas para Ver Antes de Morrer”. Sendo que a banda até mesmo possui uma rua com seu nome, fundada em 2006 em Oklahoma City.

Passion Pit

Palco Alternativo (20h – 21h15)

Gênero: Indie Rock

Componentes (5): Micjael Angelakos (vocais, teclados), Ian Hultquist (teclados, guitarra), Xander Singh (sintetizador, samples), Jeff Apruzzese (baixo), Nate Donmoyer (bateria).

Nacionalidade: Estados Unidos (Cambridge, Massachusetts)

Álbum mais recente: “Gossamer” (2012)

Comparada às bandas: Phoenix, Aislyn, Shuttle, Juicy J.

V’s: vzinhovzinhovzinho

A banda encontrou seu nome no Variety Slanguage Dictionary, um glossário de gírias da revista Variety. “Passion Pit” refere-se ao drive-ins, por causa de sua privacidade e fascínio romântico para adolescentes.

Com seu último álbum o grupo começou uma nova fase, trazendo referências da música retrô 80’s, do black, eletrônica e pop. Ao passo que alcançam composições ao mesmo tempo melodiosas e doces.

The Killers

Palco Cidade Jardim (21h30 – 23h)

Gênero: Rock Alternativo

Componentes (4): Brandon Flowers (vocais, sintetizador), Dave Keuning (guitarra, vocal de apoio), Ronnie Vannucci (bateria, vocal de apoio), Mark Stoermer (baixo, vocal de apoio).

Origem: Estados Unidos (Las Vegas, Nevada)

Álbum mais recente: “Battle Born” (2012)

Comparada às bandas: The Strokes, Muse, Arctic Monkeys, White Lies, Franz Ferdinand.

V’s: vzinhovzinhovzinhovzinhovzinho

Apesar de “Battle Born” (quinto álbum do quarteto) não ter sido tão bem recebido pelo público e crítica — por parecer preguiçoso e abusar dos sintetizadores de modo desnecessário –, o show da banda no Lolla tem tudo para ser um sucesso, pois não faltam hits para serem relembrados, como “Mr. Brightside”, “Somebody Told Me”, “Runaways”, “When You Were Young”, “Human”, “Read My Mind”, enfim… já deu pra entender né? haha

Outras atrações interessantes

Perrosky

Palco Cidade Jardim (12h30 – 13h15)

Tokyo Savannah

Palco Alternativo (13h15 – 14h15)

Boss In Drama

Palco Perry (13h15 – 14h15)

Agridoce

Palco Cidade Jardim (14h15 – 15h15)

Copacabana Club

Palco Alternativo (15h15 – 16h15)

Crystal Castles

Palco Alternativo (17h15 – 18h15)

Red Bull Technostalgia Feat. DJ Marky & Bid

O DJ rege as duas bandas em uma mixagem ao vivo que dispensa recursos eletrônicos!

Palco Perry (19h – 20h15)

Deadmau5

Palco Butantã (20h – 21h30)

Até o próximo! ;)

Vitória

Paper Dolls

Quem não lembra daquelas bonequinhas de papel para destacar e montar que vendia nas bancas? Vinham com várias roupinhas e havia de vários personagens! Elas têm o nome de “Paper Dolls”.

Esses dias me deparei com algumas da série de TV “Girls”, que eu adoro! Acho que até minha mãe ficou com saudade de comprar e me deu uma da Hello Kitty <3 hahaha

Deu vontade de procurar mais na internet e achei zilhões. Vou compartilhar as mais legais aqui! (clique nas imagens para ficarem maiores).

Vintage

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Marilyn Monroe

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Hannah Horvath (“Girls”)*

4Hannahpaperdoll

Walter White (“Breaking Bad”)*

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Dexter

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Vincent Vega (“Pulp Fiction”)*

3vincentvegapaperdoll

Driver (“Drive”)*

5thedriverpaperdoll

Suzy e Sam (“Moonrise Kingdom”)

9paper doll moonrise kingdom

Paper doll do Blog Hoje Vou Assim

 hojevouassim

* Feitos pelo ilustrador Kyle Hilton,  no Tumblr dele tem mais!

Agora é só imprimir e revisitar a infância ;)

Vitória

Cinematographo

Desde setembro de 2011 o MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo mantém o projeto Cinematographo. Ele proporciona aos espectadores uma viagem de volta ao tempo do cinema mudo, em que a trilha dos filmes eram tocadas ao vivo.

Já foram exibidos filmes de Murnau, Buster Keaton, Charlie Chaplin, e diversos outros gênios do cinema mudo.

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No domingo passado, dia 17, (como comentei aqui) houve a exibição de “O Pensionista”, primeiro filme de suspense de Hitchcock. Tudo bem que o longa foi passado em formato digital e, por isso, havia algumas falhinhas na imagem. Mas ao longo de toda a história tivemos o envolvente acompanhamento musical de Anselmo Mancini – piano –, Moisés Pantolfi — vibrafone e percussão — e Ronnie Oliveira — baixo acústico. A trilha foi baseada em mais de 40 movimentos diferentes compostos por Mancini.

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Nunca tinha ido em uma sessão desse tipo, me arrependi profundamente de não ter assistido nas edições anteriores da Mostra Internacional de Cinema, em que houve exibição de “Metropolis” (Fritz Lang, 1927) e “Nosferatu” (Murnau,1922), respectivamente em 2011 e 2012, com orquestra ao vivo no Ibirapuera! Enfim, enquanto a próxima Mostra não chega (geralmente acontece entre os meses de outubro e novembro) vou (vamos?) ficar de olho no Cinematographo, que acontece todo mês!

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Vitória

“Bates Motel”

Estreou segunda-feira (18) nos EUA a série “Bates Motel” através do canal A&E. Para a indignação geral da nação, ainda não há previsão de estreia no Brasil, mas como sou muito curiosa, não teve jeito e tive que baixar (#shameonme), mas pra quem for mais paciente e preza pelo respeito às leis, a própria A&E disponibilizou na internet os seis primeiros minutos do episódio

Prequel (prelúdio) do filme “Psicose” (de Hitchcock, baseado no livro homônimo de Robert Bloch), tem produção de Carlton Cuse (de “Lost”) e direção de Tucker Gates (responsável por diversos episódios em séries renomadas como “Lost”, “New Girl” e “Homeland”).

Resumidamente, o primeiro episódio inicia-se com Norman procurando por sua mãe (Norma) e encontrando o cadáver do pai, aparentemente morto por ela. Após o fato, eles decidem mudar-se para um local distante: uma casa ao lado de um velho hotel de beira de estrada, considerado por Norma “um lugar para recomeçar”. Eles são agora faces novas de uma pequena cidade, o que para alguns moradores torna-se um incômodo. Como Keith Summers, descendente dos antigos donos da casa e do hotel, para qual Norma e seu filho mudaram-se. O personagem nos induz a uma atmosfera de “mansão mal assombrada”, ao dizer que a casa tem “cantos escondidos” e “segredos sujos” que só ele conhece.

Acima de tudo, “Bates Motel” gira em torno do relacionamento enraizado entre os dois, e tal como uma erva daninha, ele se desenvolve para além do controle de Norman e acaba tornando-se prejudicial a eles.

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Porém o que chama mais atenção à série é que ela diz respeito à história pré-“Psicose”, ou seja, o que aconteceu anteriormente à trama do filme, antes mesmo da morte da mãe de Norman Bates, quando ele era apenas um adolescente de 17 anos. Como se a trama tentasse explicar a premissa do porquê Norman se tornou o psicopata bipolar do clássico. Além disso, “Bates Motel”, apesar de ser um prequel, passa-se atualmente, em meio a computadores, Iphones e baladas. Sendo ao mesmo tempo arriscado e inovador, e funcionando como um remix do clássico, o que possibilitou, acredito, maior liberdade de criação. Outro lado positivo da modernização da história é a capacidade de nos fazer aproximar mais, gerando mais vínculo e identificação com os personagens, ao passo que compartilhamos do mesmo momento histórico que contextualiza a série. Além de que, o que, para alguns pode ter parecido um erro (opinião defendida, por exemplo, pela revista “Variey”), a nova abordagem, de fato, enriqueceu a história, pois a presença de smartphones e computadores fornecem ao drama mais possibilidades de conflito antes inexistentes, já que esses aparelhos ampliam as opções de comunicação entre os personagens.

A fotografia investe principalmente em quadros ousados, com a câmera inclinada, e também no plano “over the shoulder”, como se estivéssemos enxergando o que Norman vê e ainda mais. Tal como em “Psicose”, foram construídos imagens da silhueta de Norma por traz da cortina, enfatizando o mistério existente em torno da personagem. Além disso, a iluminação é reduzida e, por isso, a fotografia é obscura e, ainda, a maioria das cenas se passa durante a noite, o que faz aumentar o clima de horror da série.

Colabora também para manter o mistério, a concepção dos cenários. A casa dos protagonistas é sombria, com poucos pontos de luz e possui uma decoração vintage, anos 50 — resquício dos moradores anteriores — o que ajuda a não nos afastarmos de vez da história original. Com exceção dos novos gadgets utilizados pelos personagens e os outros lugares em que se passa história – escola, balada, etc –, a atmosfera nos remete a elementos antigos. O próprio figurino de Norman e Norma são levemente antiquados, o que faz conservar um pouco do espírito nostálgico trazido por “Psicose” quando, por exemplo, o revemos nos dias de hoje.

No que diz respeito à construção dos personagens, o jovem Norman se mostra introvertido, muito inteligente e dedicado à escola e, principalmente, à mãe. Ao passo que ela é obcecada, chantagista emocional, ciumenta e controladora, chegando a praticamente “viver” a vida do filho, não o dando nenhuma liberdade de escolha ou mesmo deixando-o se aproximar e se relacionar com outras pessoas. Como se quisesse monopolizar a vida de Norman. Semelhante à personagem Erica Sayers, mãe de Nina (Natalie Portman) em “Cisne Negro” (2010). A princípio, Norman reluta contra esse comportamento possessivo, mas não é capaz desvincular-se da figura materna, estabelecendo com ela, acima de tudo, uma relação de cumplicidade e uma ligação visceral.

Mãe e filho são muito bem interpretados, respectivamente, por Vera Farmiga (de “A Órfã” e “Amor sem Escalas”, ambos de 2009), e Freddie Highmore, aquele garotinho de “O Som do Coração” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, lembram? Pois é, ele cresceu. haha

Uma história sobre o maior vilão de Hitchcock, transformado agora em anti-herói, só poderia ser, no mínimo, muito empolgante.

Como costuma acontecer nas séries de TV, o episódio é finalizado com uma imagem intrigante, daquelas que te fazem querer ver todos de uma só vez. Assisti apenas ao primeiro capítulo (“First You Dream, Then You Die”) e já não vejo a hora de ver os próximos nove.

Até agora, tive a impressão de que a história tende mais para o suspense investigativo — como defendido pelo “The Hollywood Reporter”, um mistério semelhante ao de  “Twin Peaks” – do que para o terror, mas prevejo um pouco de humor negro e tetricidade à la “Dexter”. Se eu estiver certa, haverá motivos para comemorar! haha

Para vocês verem por que estou tão animada, deem só uma olhadinha nos pôsteres e no trailer!

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Concordam?

Vitória

“O Quarteto”

Filme de estreia de Dustin Hoffman na direção, “O Quarteto” diz respeito a uma casa de repouso para idosos, com uma diferença, são todos músicos. Eles precisam preparar uma festa com apresentações para que o local não feche as portas por falta de dinheiro, nesse meio tempo é anunciada a presença de uma nova moradora: Professor Minerva McGonagall  Jean (Maggie Smith), uma das mais apreciadas cantoras líricas e antigo romance de Reggie (Tom Courtenay), com o qual no passado formara o quarteto lírico junto aos antigos companheiros Cissy (Pauline Collins) e Wilf (Billy Connolly). A partir daí memórias e discussões virão à tona e os amigos de Jean, que já desistira de cantar e ser feliz, tentarão sensibilizá-la.

Ok, filmes com um tema desses não parecem dos mais animados, mas, por incrível que pareça, ao assistir a “O Quarteto” é possível darmos várias gargalhadas, tendo um humor que segue um pouco o estilo de “Garotas do Calendário” (2003), o que ajuda a compor um drama com belas pitadas de comédia.

Da consciência da velhice e autoconfiança, que permite aos personagens rirem de si próprios, “O Quarteto” é um longa sincero sobre o amadurecimento, lembranças e arrependimentos.

Portanto, aos 75 anos, pode-se dizer que Hoffman discute a própria situação, a senilidade como uma fase que propicia novos aprendizados e proporciona recomeços, ao contrário do que se possa comumente imaginar.

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Fica mais fácil entender por que o roteiro é tão bem construído quando descobrimos que o responsável pela obra foi Ronald Harwood, que adaptou o roteiro da peça homônima de sua autoria. Sendo que Harwood foi também roteirista de filmes como “O Pianista” (2002) e “O Escafandro e a Borboleta” (2007).

Outro aspecto que nos chama atenção no filme é a forma como é abordada a velhice através das lentes da câmera, os planos majoritariamente se aproximam dos personagens de modo bastante poético, compondo imagens em que o foco são as peles enrugadas e os olhos desgastados pela idade.

Alguns críticos não ficaram satisfeitos com a direção de Dustin Hoffman, pois dizem ter faltado um processo mais forte de empatia e musicalidade à obra, que deveria ser essencialmente musical, porém eu, sinceramente, consegui me comover com a história e me sentir inserida nos sentimentos ruins ou agradáveis das cenas.

O desperdício cometido, talvez tenha sido o de dar atenção demais ao romance revisitado entre os dois integrantes do quarteto (Reggie e Jean), o que pode ter desgastado um pouco a linha dramática do filme, que de uma hora para outra mudou seu foco e tornou-se mais arrastado.

Porém, acredito que o longa tenha sido capaz de driblar o uso de clichês, nos expondo uma história sensível e livre de hipocrisias, sendo capaz de gerar um vínculo com os espectadores. Além de ser repleto de composições musicais belíssimas, que nos fazem esquecer qualquer erro que possa ser encontrado nele.

Assista! Mas veja até os créditos, em que aparecerão mais informações sobre alguns dos artistas que no filme interpretaram os músicos da fundação de idosos. Nomes como a estrela do Jazz Jack Honeyborne, a cantora de ópera Patricia Varley e Colin Bradbury – o principal clarinetista da BBC Symphony por mais de 30 anos.

Uma ode à música e à paixão pela vida.

Vitória

“The Big C”: Hitchcock feelings

Foi divulgado esta semana o cartaz da última temporada de “The Big C”, em que a protagonista Cathy (Laura Linney) aparece com um corvo sobre a cabeça, pássaro que costuma carregar significados negativos: como a morte e o fim (no caso, da série).

Semelhança com a imagem de Tippi Hendren em “Os Pássaros” não é mera coincidência.

ImagemNos EUA, a estreia da temporada será dia 29 de abril pela HBO. Sem previsão para o Brasil.

2013 é proclamado ano de Hitchcock fever!

Vitória

“The Girl”

Ao escrever sobre o recém-lançado “Hitchcock” o descrevi como um filme que não foi capaz de se desprender do mito por trás do cineasta, ao passo que narra os bastidores da produção de Psicose e constrói uma imagem um tanto quanto caricatural de Hitchcock. Fiquei curiosa para assistir, então, ao “The Girl”, que aparentemente aborda um tema parecido: O processo de criação e filmagem de “Os Pássaros” e “Marnie – Confissões de uma Ladra”. Trata-se de um filme produzido para TV – telefilme –, pela HBO e BBC, tendo sido lançado nos Estados Unidos em outubro de 2012.

Se fosse para descrevê-lo em uma palavra apenas, seria “surpreendente”. Apesar de ter temática em comum com o outro, possui abordagem totalmente diferente e mais aprofundada.

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O longa, adaptado do livro “Fascinado pela Beleza”, do famoso autor de biografias Donald Spoto, encontra seu foco na relação conturbada entre Hithcock (incorporado por Toby Jones) e a atriz Tippi Hendren (Sienna Miller). Além disso, para a construção do roteiro, foram entrevistados vários artistas que trabalharam na produção de “Os Pássaros”, como o assistente de direção Jim Brown, o já citado Donald Spoto – que escreveu três livros sobre o cineasta — e a própria Tippi Hendren, que chegou a alegar na pré-estreia de “The Girl” em Londres: “Descobri que era perseguida e espionada, além de ter recebido pedido de coisas que nunca deveria ter consentido sob nenhuma circunstância. Isso se transforma em uma situação com a qual é difícil lidar” (fonte: g1).

Ao longo das filmagens de “Os Pássaros”, o cineasta utilizara-se de animais verdadeiros e a atriz chegou a ferir-se de fato. Hitchcock era constantemente mal visto pelo método como trabalhava com seus atores, principalmente mulheres (pior ainda se fossem loiras!), dentro e fora do set. Pode-se dizer ainda que ele aproveitou-se da situação de Tippi como uma atriz inexperiente, pois até então ela dedicava-se mais ao trabalho como modelo, por isso era mais vulnerável às ofensas de Hitchcock. Além dos danos físicos, a atriz também sofria de assédios e pressão psicológica, o que fez com que a vida dela também se transformasse em um filme de terror.

Sendo verossímil às alegações, o filme retrata o diretor desta vez como alguém sádico e obcecado por seu trabalho e, principalmente, suas atrizes a um nível aterrorizante. Como se o, agora personagem, Hitchcock seguisse o estereótipo dos próprios protagonistas de seus filmes: perturbados, paradoxais e complexos.

Destaque para as interpretações impecáveis de Toby Jones e Sienna Miller. Papel que lembrou também a protagonista de “The Factory Girl”, no qual Miller interpreta a modelo Edie Sedgwick.

Além da fotografia, repleta de plongées (planos vistos de cima) que nos mostram todos os detalhes e instrumentos da produção cinematográfica, compondo um lindo filme biográfico e metalinguístico.

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“The Girl”, dirigido por Julian Jarrold, de “Amor e Inocência”– mais conhecido pelos seus trabalhos em séries e filmes para TV — merecidamente recebeu três indicações no Globo de Ouro 2013: melhor minissérie ou filme de televisão, melhor ator e melhor atriz, mas não levou nenhum prêmio. Mesmo assim, o filme é marcante por não ter sido receoso em revelar o lado sombrio da personalidade, pois, como dito por Spoto, o qual dedicou pelo menos 30 anos de sua carreira estudando o cineasta: “o trabalho do biógrafo exige que o lado escuro dos biografados seja mostrado e compreendido”, e é exatamente isso o que sentimos ao assistir ao longa.

Ele é capaz de nos fazer mudar nosso olhar ingênuo e idealizado, o que pode se tornar algo um pouco decepcionante. Posso estar parecendo contraditória, pois eu mesma sou uma grande fã de Hitchcock, como demonstrei em outros posts (aqui e aqui), mas acredito que esse filme abra nossos olhares, nos proporcionando um ponto de vista menos tendencioso, importante para pararmos de aceitar a imagem opaca de grandes artistas como deuses.

Se fosse para optar entre um dos dois longas, “Hitchcock” e “The Girl” para assistir, seria o segundo, mas acredito ser importante fazer uma comparação e equilibrar esses dois pontos de vista distintos.

Confira o teaser:

Vitória